terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Uma história de dedos


Esta foi a obra que serviu de base à aula de hoje em S. Miguel de Seide.

Descobriram-se nomes para os dedos das mãos e encontraram-se justificações para esses nomes, mesmo antes de ouvir o texto da Luísa Ducla Soares.

Afinal, os nomes propostos pelos alunos estiveram muito perto dos que surgem nas páginas do livro.

O "anelado" dos alunos é, afinal, o Anelar e "é o mais rico" - alguém disse.

O "Mata Piolhos" da tradição pareceu estranho e conduziu a sorrisos.
Os meninos vão procurar saber, dos pais e avós... outros nomes para os seus dedos.
SOARES, Luísa Ducla (2005): Uma História de Dedos. Porto: Civilização (ilustrações de Sarah Pirson)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Prendas de leitura

Em Abade de Vermoim, este Natal, os meninos da escola receberam prendas.
Normal…
Na escola e jardim de Abade de Vermoim, a Associação de Pais deu, a cada menino e a todos, uma prenda de Natal.
Normal…
O que não é assim tão NORMAL é que essa prendas sejam livros!
Louvável...

Louvável a proposta dos professores… A concretização da ideia, pelos pais… A partilha, pelos alunos…

E assim, na escola e jardim de Abade de Vermoim há muito títulos para ler (tantos como os alunos que aí há)

Jovenal, o Pardal;
Gisela, a Rela;
Os bichinhos;
João e a floresta de betão;
Poejos e Brejos, os Percevejos;
O macaco sem rabo;
Bichos de faz de conta;
Os primos e o Feiticeiro Lampeiro…

E outros… outros… outros!

Assim se promove vontade de ler,
porque a comunidade educativa assim o quer.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Mensagem de Liliput

Hoje mesmo, os alunos da turma de 3.º e 2.º anos da escola de S. Cláudio, em Antas, receberam uma mensagem de Liliput, que se transcreve:

Dosrique gosmia

Mosbesa que têm um mablepro em guirsecon mau çãocan rapa as rasneija.
Moste mau gatican de rasneija rapa a ssavo lacoes derpo tarcan na maxipró namase, só é orissácene la-fracide.
Mosrapees que temgos lade. Quia vai:

Nós mostacan as rasneija
Com as baslasi ao oritrácon
Se cêsvo as remfracide
Ssoi é orinádiortraex

A agulín na ssano rrate
É mau sacoi de marpas
Por sacau da ssano catro
É cilfídi de marri.

Parte desta mensagem também foi recebida em formato áudio.



E a história toda está contada aqui, no blogue da turma!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Um pequeno contributo para a quadra!
Feliz Natal


Auto de pastores

Narrador
A história que vou contar,
Aconteceu há muito tempo.
É uma história de encantar,
Quero o povo bem atento.

A noite estava escura
E toda a gente dormia.
Uma estrela rasga o céu,
Tão clara como o dia.

Pastor1
Acordai rapazes, que medo
Eu senti ainda agora.
Uma luz aqui passou
Com o brilho da aurora.

Pastor2
Deita-te e está calado!
O que tiveste foi um sonho.
Deixa-me dormir sossegado
Que eu estou a morrer de sono.

Pastor3
Agora, a meio da noite,
É que vos apeteceu conversar.
Vamos lá piar baixinho
É preciso descansar.

Narrador
De novo o brilho surgiu
E ficou tudo quieto.
Nem uma palavra se ouviu
Das bocas, mudas de medo.

Anjo1
Não tenhais medo pastores
O mundo não vai acabar.
Ouvi agora a boa nova
Que temos para vos contar.

Anjo2
Já nasceu o Deus Menino,
Já nasceu ainda agora.
Ide, que o caminho
Demora mais de uma hora.

Pastor3
Quem é esse de que falas
Assim com tanto empenho?
E fazes que eu acorde,
De todo o sono que tenho.

Pastor4
Nunca leste as escrituras?
Meu ignorante jumento.
Há de nascer pobrezinho
O Senhor do firmamento.

Pastor3
Sabes bem que nem sei ler
E que tu nem uma letra …
Pastor4
Mas ficas já saber
Que sei ouvir e muito bem.

Esse menino é Jesus,
É o nosso Salvador.
Ao mundo traz ele a luz,
Para encher tudo de amor.

Anjo1
Pegai nos vossos alforges
E também no vosso gado,
Ide adorar o menino
Que está em palhas deitado.

Pastor5
E onde está o menino
Para o podermos adorar?
Indica-nos o caminho
Ou segue para nos guiar.

Anjo2
Aquela estrela que vedes...
Indica-vos o caminho.
No sítio onde parar
Encontrareis Deus Menino.

Narrador
Foram-se embora os anjos,
Escuro voltou a ficar,
Brilhou bem forte a estrela
Que os havia de guiar.

Puseram-se logo andar.
Logo, naquele momento.
A sorrir e a cantar
Cheios de contentamento.

Pastor1
Olhai como já parou
A estrela que nos guia!
Naquela gruta achou
O dono da nossa alegria.

Pastor2
Já vejo o Deus Menino
Naquelas palhas deitado.
Sua mãe dá-lhe carinho
S. José está a seu lado.

Pastor3
Uma vaca e um burrinho
São a sua companhia,
Vão mantendo bem quentinho,
O menino, até ser dia.

Pastores (todos)
Toma Jesus, o que podemos,
Uma ovelha ou cabritinho.
Para dar, nada mais temos
A não ser nosso carinho.

Pastor4
Se não queres nada de nós
Damos-te a nossa companhia,
Para não estardes sós
Ficaremos até ser dia.

Pastor5
Faremos uma fogueira
Pois o dia ainda tarda.
Descansa José e Maria
Nós ficaremos de guarda.

Narrador
Assim ficaram ali,
Os pastores, até ser dia.
E digo-vos que ainda não vi
Noite de tanta alegria.

Mas nem um ruído se ouviu
Na vigília dos pastores.
E o presépio dormiu,
Garanto-vos meus senhores.

Jorge Pimentel

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A propósito de uma aula a que assisti, na qual a operacionalização dos objectivos - reconhecer e utilizar a rima, num quadro mais vasto de desenvolvimento de consciência linguística - passou pela escrita em grupo de frases segmentadas em "Nome / Característica do Nome" (rimando esta com o anterior), apeteceu-me criar este pequeno texto que proporia em sentido inverso, da seguinte forma.

Vamos atribuir nomes aos alunos de uma turma, a partir do seguinte texto (que aqui apresento em "possível versão produto").

Na minha turma curiosa
Tenho uma amiga que é
Rosa.

Ao meu lado, na mesa
Escreve a colega
Teresa.

Mesmo por trás de mim
Fica o lugar do
Joaquim.

Lá longe, junto à janela
É o lugar da
Manuela.

Em frente à porta, lá atrás
É a carteira do
Tomás.

Quem se senta à minha frente
É o meu amigo
Clemente.

Junto ao quadro, de pé,
Está o colega
José,

Que escreve num papel
O nome do
Manuel.

De todos, eu sou muito amigo
Especialmente do
Rodrigo
Que mora na minha rua.

Adivinha quem sou eu
Já que o meu nome é
Romeu.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Todo o mundo é composto de mudança

Não se trata de imposição de moda...
Não se trata do reconhecimento cego de um destino...

Apenas se trata...
De uma busca em torno da legibilidade.

Em todo o caso...
Nada é definitivo nem obrigatoriamente estático.

Aceitam-se sugestões!

Novidades em blogues


No Blogue Junior da escola de Abade de Vermoim - http://bloguejuniordeabadedevermoim.blogspot.com/ - o colega Pedro Costa cria um link para
http://static.publico.clix.pt/fotogalerias/letrapequena/travaLinguas.aspx um sítio do PUBLICO, onde encontrou um trava-línguas que achou pertinente.

Na mensagem, iniciada por um interessante "Meus amigos", o Pedro não só propõe uma actividade, como faz uma interessante apologia da leitura com este comentário "... página do Público, de entre todos o meu jornal preferido e a página da net que mais vezes consulto e já consultei na minha vida, estou bem certo." .

O nosso exemplo pode ser ligeiro e discreto, mas é muitas vezes tido em conta.